Como descrever a sensação do primeiro chutinho do bebê? Difícil... Muito difícil...
Sempre acreditei que a primeira mexida de meu bebê seria algo bem forte e vigoroso. Sendo menino, seria o chute derradeiro do pênalti. Sendo menina, a preparação de um lindo passo de balé.
Mas devo dizer que a primeira sensação não tem nada a ver com essas idealizações maternais. Para ser sincera, a sensação é tão sutil que poderia ser comparada a um grupo de formigas - algo como um micropelotão - em marcha, pronto para o ataque. As mais desavisadas diriam que a mexidinha do bebê poderia ser facilmente confundida com o desconforto dos gases (Acho que as mães não gostam de falar muito nisso. Gases definitivamente não combinam com a beleza da gestação) causados pela elevação no nível de progesterona de nós grávidas.
De qualquer forma, a primeira mexida é especial, é mágica. É a forma de o bebê falar: "Ei, mamãe, eu tô aqui!" E nós mães prontamente respondemos: "Sim, meu amor. Fale que eu também estou aqui".
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Diário de bordo I
Sim. A quem possa interessar, sim, eu estou grávida gravidíssima. Já são 15 semanas de gestação e meu bebê vai muito bem, obrigada.
Agora que estou em ritmo de quase férias, pensei em voltar a escrever em meu abandonado blog sobre meu bebê. Confesso que pretendia antes colocar um monte de leituras em dias, mas pensei que seria melhor escrever os pensamentos, bobagens, desejos, etc., etc. que toda grávida tem. Seria como criar um diário que me permitisse recordar futuramente as sensações maravilhosas da gestação, sobretudo quando estiver acabada e morrendo de sono dando ao meu anjinho a mamadeira das três da madrugada.
Aguardem os próximos posts.
Beijos,
Kika Borrachuda.
Agora que estou em ritmo de quase férias, pensei em voltar a escrever em meu abandonado blog sobre meu bebê. Confesso que pretendia antes colocar um monte de leituras em dias, mas pensei que seria melhor escrever os pensamentos, bobagens, desejos, etc., etc. que toda grávida tem. Seria como criar um diário que me permitisse recordar futuramente as sensações maravilhosas da gestação, sobretudo quando estiver acabada e morrendo de sono dando ao meu anjinho a mamadeira das três da madrugada.
Aguardem os próximos posts.
Beijos,
Kika Borrachuda.
sábado, 8 de setembro de 2012
Tomem conta de sua vida, que Deus cuida da minha
Não aguento mais ouvir:
1. Já parou de tomar a pílula?
2. Enjoada? Humm... Nasce daqui a quantos meses?
3. Você está passando da idade.
Aos interessados, apenas digo: TOMEM CONTA DE SUA VIDA, QUE DEUS CUIDA DA MINHA!
1. Já parou de tomar a pílula?
2. Enjoada? Humm... Nasce daqui a quantos meses?
3. Você está passando da idade.
Aos interessados, apenas digo: TOMEM CONTA DE SUA VIDA, QUE DEUS CUIDA DA MINHA!
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Casos do cotidiano I
Sobre o Spencer:
Ontem, meu marido começou a falar:
- Nathalia, você está mimando demais o cachorro. Ele já pode ficar um pouco do lado de fora.
- Ele está muito novinho. Vou esperar mais um pouco - disse.
- Não. Coitada de Vilaci. A casa está toda limpa.
Ontem, meu marido começou a falar:
- Nathalia, você está mimando demais o cachorro. Ele já pode ficar um pouco do lado de fora.
- Ele está muito novinho. Vou esperar mais um pouco - disse.
- Não. Coitada de Vilaci. A casa está toda limpa.
- Se a questão é limpeza, não se preocupe - ainda argumentei.
E foram quase 12 horas tentando convencê-lo a deixar o filhote, o mais novo membro da família, mais um pouquinho dentro de casa...
À noite, ele chega.
- Você deixou o cão do lado de fora?
- Ué!! Foi você que disse que não o queria dentro de casa. Que era para eu esperar você chegar a casa para discutirmos o assunto.
- Tadinho. Você deixou-o chorando...
- Deixei. A ideia era não deixá-lo mimado, certo? - perguntei.
- Aaaaaaah!..... Elezinho (nesse momento deixa de ser cão para virar "elezinho") tá sofrendo. Vai... Abre a porta.
Vai entender...
E foram quase 12 horas tentando convencê-lo a deixar o filhote, o mais novo membro da família, mais um pouquinho dentro de casa...
À noite, ele chega.
- Você deixou o cão do lado de fora?
- Ué!! Foi você que disse que não o queria dentro de casa. Que era para eu esperar você chegar a casa para discutirmos o assunto.
- Tadinho. Você deixou-o chorando...
- Deixei. A ideia era não deixá-lo mimado, certo? - perguntei.
- Aaaaaaah!..... Elezinho (nesse momento deixa de ser cão para virar "elezinho") tá sofrendo. Vai... Abre a porta.
Vai entender...
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Geleia de Framboesa
Em breve definição
Levemente adocicada
Textura suave
Maliciosamente irresistível.
Levemente adocicada
Textura suave
Maliciosamente irresistível.
sábado, 11 de agosto de 2012
A Solange
Ontem vi
alguém correndo
Estava apressado
Precisava atravessar
a rua para pegar o ônibus
Ontem vi o
sol passar por mim
Eu estava no
carro
Quando esse breve
instante despertou a saudade
Ontem vi uma
mulher social
Trajava uma
camisa listrada em tons de preto
E trazia
consigo a agitação de todas as manhãs
Ontem vi
você correndo
E pensei: pena
eu também estar tão apressada
E não ter
uma pausa para um café.
Obrigada por sua amizade.
domingo, 5 de agosto de 2012
Obsessão por listas
Preciso confessar um coisa: tenho obsessão por listas. Lista de tarefas para sempre cumpridas no trabalho, lista de atividades domésticas, lista de coisas que gostaria de ter, lista de ordem de leitura de livros, lista diária de organização pessoal, lista disso, lista daquilo... Que mal há nisso? Gosto de me organizar e ter tudo sobre controle. O problema ocorre apenas quando perco o sono de madrugada e, sem menos esperar, já estou fazendo uma lista do que poderia fazer para aproveitar o tempo, uma vez que perdera o sono, ou uma lista do que deveria fazer para recuperará-lo. Às vezes, fico tão em dúvida sobre qual lista fazer que acabo ficando horas sem dormir por pensar em minhas listas. Será que sou listomaníaca, listólatra ou algo do gênero? Acho que não.
Confesso que já tive mania de agendas, mas hoje estou curada. Antes, para organizar meu dia, tinha ao menos três: um pessoal, uma doméstica e outra de trabalho. Como sou uma pessoa equilibrada, comecei achar que isso era loucura, então passei a usar uma só e a comprar cadernos, cadernetas e blocos para fazer listas em vez de agendas. A libertação das agendas foi uma das melhores coisas que fiz na vida.
Por enquanto, estou bem assim. Já nem coloco mais o despertador do celular para tocar para lembrar-me de que preciso fazer algo de uma de minhas mirabolantes listas. Quando a obsessão por listas estiver demais, pararei simplesmente e arrumarei outra forma de me organizar, de preferência, uma que não pese no bolso, pois de caderno em caderno, árvores vão sendo arrancadas, carteiras vão ficando vazias e minha gaveta, que fica à direita na parte superior de minha mesa de estudo e trabalho, abarrotada de cadernos e blocos lindos, novos e ainda não utilizados...
Será que sou uma obsessiva compulsiva por listas? Terei eu de ir às reuniões dos LA - Listólatras Anônimos? Não, não... Se fosse, não estaria aqui escrevendo sobre isso. Sou apenas uma pessoa organizada e, friso, normal. Sou como a Kate, de "Não sei como ela consegue" (2011). Preciso parar por aqui. Ainda tenho de fazer uma pesquisa, preparar o almoço, ler Agatha Christie, resolver o problema do meu celular e ainda dar atenção à minha família.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Definitivamente autoestima elevada não é causa de sucesso
Recentimente li uma interessante matéria publicada pela revista Época. Tratava da turma do "Eu me acho". A reportagem foi bem construída e apresenta bom embasamento. Como professora, simpatizei com as palavras do professor inglês David McCullough dirigida a seus alunos em evento de formatura: "Não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são." Não que eu tenha desejo de fazer minhas as palavras de McCullough, mas elas resumem uma problemática atual na educação que pais têm dado a seus filhos.
A matéria explica, de forma quase que didática, que a origem do mal estaria relacionada a uma ideia equivocada difundida pelo movimento de autoestima surgido no final dos anos 60. O conceito base do movimento seria algo do tipo: incentive a autoestima de seu filho/aluno e ele obterá sucesso. Depois, o artigo procura desenvolver a seguinte linha de raciocínio: pais e educadores, na tentativa de elevar a estima de seus filhos, tornaram-se permissivos demais. O resultado foi uma geração que cresceu sem aprender a lidar com frustações e, por conseguinte, age como bebês mimados.
Essa linha parece ser um pouco simplista, porém já é suficiente para fazer-nos refletir sobre o tipo de educação que temos dado a nossos filhos. O raciocínio só podia ter ido mais adiante, mostrando que essa turminha que "se acha" já está deixando seu legado. Uma nova geração, filha dessa que foi educada permissivamente, já está se formando. Por isso, pior do que dizer que a um aluno que ele não e especial, é falar diretamente isso para a mãe dele...
O texto é um bom material para discussão embora ache que o artigo tenha falhado em um aspecto: a turma do "Eu me acho" não é formada exclusivamente por pessoas que pertençam a classes mais favorecidas e cujas famílias disponham de recursos para garantir uma escola de qualidade, viagens culturais ou aprendizado de outros idiomas. Qualquer um com a estima inflamada, que se destaca de um pequeno grupo por algum feito, é perfeitamente capaz de fazer parte desse grupo. Pelo menos é isso que minha experência em escolas com alunos de baixa renda tem me mostrado. Em todo lugar, podemos encontrar pessoas "se achando".
Se quiserem ler a reportagem na íntegra, acessem
sábado, 28 de julho de 2012
Coisas de Vitória
Vitória chegando a minha casa:
- Nelson! Ô Nelson! Vem cá! Nelsoooooon...
- Vitória, quem é Nelson? Aqui não tem nenhum Nelson...
- É o gato.
- Ah!... O gato é o Mozart.
- Ô Nelson! Nelsoooon...
- Vitória, eu não falei que o nome dele é Mozart?
Vitória solta um risinho e faz uma carinha maliciosamente angelical:
- Nelson! Ô Nelson...
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Esta é minha linhagem
Os para sempre amigos: Queila, Carolina, Aline, Luis Marcelo, Solange. Vocês são minhas doces presença-ausência.
Os que quero para sempre bem: Juliana Maia, Michele, Alessandra, Eduardo (Du), Marcelly (nunca a esqueci), Juliana Ribeiro, Fernanda, Márcia de Assis, Roberto Machado, Luciene, Marlúcia.
Os anjos: Vilaci, Mariva, Rosi(lane), Ana Beatriz, Evandro, Marinha, Dulcinéia,Vó Oscarina, Léa, Cínthia. Agradeço a Deus por ter colocado vocês em minha vida.
Este post sempre crescerá em linhagem...
Os que quero para sempre bem: Juliana Maia, Michele, Alessandra, Eduardo (Du), Marcelly (nunca a esqueci), Juliana Ribeiro, Fernanda, Márcia de Assis, Roberto Machado, Luciene, Marlúcia.
Os anjos: Vilaci, Mariva, Rosi(lane), Ana Beatriz, Evandro, Marinha, Dulcinéia,Vó Oscarina, Léa, Cínthia. Agradeço a Deus por ter colocado vocês em minha vida.
Este post sempre crescerá em linhagem...
domingo, 15 de julho de 2012
Esta é a VERDADE: estão todos bem.
Filme do gênero comédia dramática de 2010, Estão todos bem poderia passar como apenas mais uma refilmagem norte-americana, mas definitivamente não é. Quando digo que não é, não me refiro ao fato de ser refilmagem, já que a película é uma nova versão de Estamos todos bem (Stanno tutti bene), filme italiano de 1990 com Marcelo Mastroianni no papel de destaque. Refiro-me ao fato de não ser uma mera refilmagem.
O diretor Kirk Jones conseguiu pegar a essência da versão original e transferi-la de modo peculiar para o seu longa-metragem. Ao contar a história de Frank, vivido por Robert De Niro, Jones procurou criar um novo Matteo (este é o nome do personagem que fora interpretado por Mastroianni). Embora guarde traços com o original, Frank, ao mesmo tempo em que é único, é universal, pois carrega traços característicos de todos os pais sem ser caricato. É aí que está a genialidade da interpretação de De Niro. Quem não reconheceu um pouco de seu próprio pai em Frank?
O enredo pode parecer ingênuo, porém apenas para olhos desatentos. A história de Frank, um pai de família viúvo, que dedicou a vida para sustentar os filhos trabalhando com revestimento de PVC em cabos telefônicos, tem muito o que mostrar aos espectadores. Quando esse pai, indo contra recomendações médicas, resolve visitar de surpresa os quatro filhos, moradores de cidades diferentes, porque estes disseram que não poderiam comparecer à reunião de família, vi que uma pequena odisseia em busca da verdade estava para se iniciar.
Ao longo de Estão todos bem, pude notar pequenos indícios que revelam Frank um homem não preparado para verdade. Sua falecida esposa, mesmo tendo-o poupado de pequenas situações relacionadas às crianças, costumava dizer-lhe que ele precisava observá-las melhor. E será justamente isso que fará durante a curta visita aos filhos. O processo pela verdade será lento.
Depois que tentou visitar o primeiro filho - David -, Frank segue caminho para outra cidade a fim de encontrar sua filha Amy. Quando está viajando, ele troca alguma palavras com uma passageira e diz que conseguiu escapar de Alice, um furacão que estava devastando a costa americana. Aqui você pode achar que não há nada de mais no diálogo entre esses personagens, mas engana-se se pensar assim. O fato de a passageira também se chamar Alice e dizer que seu nome significa verdade já é uma pista. Seria isso uma coincidência? Tolos tenderiam a achar que sim.
Cenas adiante, deparei-me com outros indícios. Após ter encontrado Amy e Robert, seu outro filho, e perdido o horário do ônibus, Frank pega carona com uma caminhoneira, com quem troca algumas ideias, para chegar ao Texas e visitar Rosie, a filha dançarina. É durante essa conversa que nós, leitores como eu e você, temos a oportunidade de ouvir a motorista comentar: "As pessoas são educadas, você sabe que nem todos dizem a verdade" e "Ignorei todos os sinais, a gente sempre faz isso". Essas falas caem perfeitamente bem para o momento em que Frank se encontra. Elas irão ao encontro de outro comentário dito no instante em que o nosso grande personagem terá uma espécie de revelação (a la Clarice pode soar um pouco pretensioso) quando estiver desacordado tendo um ataque cardíaco.
Depois de ter visitado todos os filhos e estar em pleno voo para casa, Frank sofre um processo catártico metaforizado justamente pelo síncope no coração. Tudo parece casar: o personagem tem medo de altura, mas enfrenta o medo (resolveu ir de avião para o lar); ele teme a verdade, mas, já sem ignorar os sinais, confronta-a. Frank junta as peças e dá-se conta que não conhece a verdade sobre os seus filhos. Nem todos são bem-sucedidos como sua falecida esposa o fizera acreditar. Toda essa verdade vem à tona quando, em sonho, está reunido com os filhos e pergunta por que eles esconderam a verdade e o que deve dizer a mulher. A resposta de Rosie é simples: "Se a ama, diga a ela só o que quer ouvir".
Nesse momento está a grande mensagem do filme: por amor, às vezes, escondemos a verdade dos entes que mais amamos, e também a sua grande lição: por amor, não devemos escondê-la e, se assim alguém o fizer, não ignoremos os sinais. Frank entendeu a lição, por isso, quando ao final diz "desde que seja feliz ficarei orgulhoso", na verdade, está dizendo a todos os filhos que não importa se gostam de meninos e meninas, se são separados ou se não são maestros como desejara, ficará orgulhoso apenas se forem felizes.
É por toda essa reflexão que o filme, que para mim deveria ser classificado como drama cômico, não é meramente uma história de família, mas da verdade e do amor. Quem por um acaso disse que o remake é superficial, desculpe-me, mas acredito que não tenha sido bom observador. A verdade exige olhos atentos. Não ignore os sinais.
domingo, 3 de junho de 2012
Qual é a cara de Paris?
Por esses dias, andei lendo "A parisiense: guia de estilo de Ines de La Fressange". É uma boa leitura para quem está sem ter muito o que fazer em longa fila de banco ou esperando a hora do cabeleireiro. O design é arrojado. O livro chama atenção pelo acabamento gráfico. Mas quero deixar claro que não é uma maravilhooooosa leitura.
O melhor do livro resume-se a primeira parte, cujas dicas revelam o olhar cuidadoso e criterioso de quem entende de moda. São dicas sábias e simples para quem não entende nada do ramo como eu. Embora contenha uma série de nomenclaturas próprias da moda, mesmo quem não sabe do assunto consegue aprender algumas coisas. Um vocabulariozinho ia bem ao final do livro. O que é uma parca? Qual a diferença de casimira para outro tecido? Podem rir da minha tola ignorância... (Mãe, senti falta de você nessas horas. Você saberia perfeitamente me explicar a diferença de um tecido para outro).
Segundo La Fressange, "a parisiense segue algumas regras, mas adora transgredi-las". Ela pode até ter escrito isso em seu livro e ter tentado seguir essa máxima na composição dele, porém não alcança pleno êxito. Não vi no guia alguma dica sensacional. Senti falta de mais transgressão, já que a parisiente é tão "cheia de si". Os truques de organização presentes na terceira parte, por exemplo, não são nada inovadores. Eu, que não sei do assunto, já seguia a maioria deles. Das duas uma: ou eu tenho alma parisiense e não sei ou Ines tem alma brasileira e não sabe.
A pergunta que me ficou na cabeça ao final de minha leitura foi: qual é a cara de Paris? Por enquanto, a resposta é esta: Paris é elegância e charme, sobriedade e ousadia, transgressão e pouca autenticidade... Acho que terei de ler outros livros para retirar essa imagem de minha cabeça. Prefiro a imagem que criei ao assistir ao filme "Meia noite em Paris". New York Times já fez melhores indicações de best-sellers.
Dividir irmanamente é o segredo...
Aqui em casa tudo sempre foi irmanamente dividido entre mim e meu marido. Cada um tem o seu cartão de crédito/débito pessoal e sabe muito bem utilizá-lo na hora de pagar algumas despesas extras e da casa. Se vamos ao shopping, por exemplo, dividimos as contas. Sou uma mulher moderna, não gosto de ficar dependendo de ninguém. O esquema é simples. Se vamos ao cinema, ele, o meu digníssimo esposo, paga os ingressos. Em média, costumamos gastar trinta reais. Como dividimos tudo, eu pago a pipoca. Compro apenas uma para nós dois, afinal é um absurdo ter de pagar dezesste reais pelo combo de pipoca e refrigerante.
Depois do cinema, geralmente aproveitamos para fazer algumas compras. Meu marido sempre curtiu ter alguma novidade eletrônica. Dificilmente sai do shopping sem algo desse tipo. Por isso é comum ele comprar um "brinquedinho novo" antes de nós irmos ao mercado (no shopping que frequentamos, há um grande hipermercado). Confesso que nunca consegui sair de lá sem aproveitar alguma promoção do antigo Fendas.
Na última vez que saímos para fazer essas coisas, ele adquiriu um celular novo e eu fui ao mercado comprar pão integral light para a minha dieta. Como ele usou o cartão dele na compra do aparelho, eu utilizei o meu para pagar o pão de R$ 3,59. O problema é que eu, por trabalhar muito, não tempo de fazer lista de compras. Todas vez que saio do Fendas, lembro de outro item fundamental para manter meu peso dentro dos "conformes da balança" (a bendita maçã) e acabo pedindo a meu esposo para voltar lá.
Ele, p. da vida com a situação, acaba aceitando, pois sabe como meu humor melhora em tempos de dieta. Segundo ele, em vez de perguntar 359 vezes por dia se eu estou gorda, passo a fazer a pergunta umas dezenove apenas. Quando voltamos, comprei a maçã (que para meu marido agora é maldita), o peixe que ele gosta, a carne que também estava na promoção, o sabão em pó que a faxineira pedira, enfim, adquiri todos os produtos de que necessitava. É incrível como, num passe de mágica, minha memória funcione nessas horas.
Na hora do caixa, vi que tudo dera uns R$240,00. Como eu fui a última a usar o cartão, avisei logo ao meu digníssimo esposo que era hora dele pagar. Ele, sabendo de nosso acordo, pagou sem problemas. Trato é trato. Acordo é acordo. Ele só não entende o porquê de, no final do mês, o cartão dele sempre vir muito mais alto do que o meu, já que tudo é irmanamente dividido...
sábado, 2 de junho de 2012
Era uma vez uma Kika Borrachuda...
Hoje me lembrei de minha adolescência. Estava
voltando do Centro do Rio depois de uma reunião de trabalho. Vendo os jovens
saindo das Barcas correndo em direção à UFF, pensei que gostaria de estar no
lugar delas.
Quando eu tinha essa rotina, costuma ser chamada de
Kika pelos amigos. Na verdade, eu era a Kika Borrachuda. Há tempos não sou
chamada dessa forma. Sinto falta da época em que isso acontecia. Não que eu
sinta falta desse apelido (afinal, acho que ninguém merece ter um desses), mas
das pessoas queridas que assim passaram a me chamar...
Houve um tempo em que costumava sair com os amigos.
A idade, o trabalho, o casamento, às vezes, tiram-nos um pouco dessas coisas. Hoje,
já não posso contar tudo para minha mãe (como outrora fazia), muito menos tenho
os poderes “elásticos” que costumava ter em meu grupo fantástico...
A vocês, Marcelo, Aline
e Marcelly, pessoas que marcaram minha vida.
Uma resenha simplificada a minha maneira
"Fazendo meu filme 4: Fani em busca do final feliz"
1ª parte (Fani): Narrativa arrastada, apresentando uma Fani mais madura.
2ª parte (Leo): Fatos interessantes, confirmando a integridade de Leo.
3ª parte (Fani e Leo): Narrativa clichê, apressada e totalmente romântica!
Conclusão: Fani ainda é a insegura enquanto Leo permanece, vamos dizer, fofo.
2ª parte (Leo): Fatos interessantes, confirmando a integridade de Leo.
3ª parte (Fani e Leo): Narrativa clichê, apressada e totalmente romântica!
Conclusão: Fani ainda é a insegura enquanto Leo permanece, vamos dizer, fofo.
O título deveria ser "Leo em busca do final feliz", pois quem deu o primeiro passo e movimentou a história foi ele. Esse realmente me parece um homem de atitude.
Para quem gosta de livros "de amorzinho" (como eu), vale a pena, ainda mais pelas estratégias literárias presentes na obra. Não é vazio de técnicas narrativas como alguns best-sellers que andam soltos por aí. (Se virem algum, prendam-no, por favor. Alguém precisa fazer um bem a humanidade vez ou outra).
São quatro estrelinhas. No fundo, no fundo, três e meia...
Toda Crítica
Primeira postagem... Hum... O que escrever? Contar que isso foi ideia do meu marido? Não. Ele costuma ter o ego bem inflamado. Não precisa de mais essa para ficar se gabando por aí. Talvez deva contar que estava esperando o horário da manicure enquanto lia um matéria de autoajuda. A reportagem dizia que escrever ajuda a muitas pessoas a se livrarem da depressão que pode estar a porta.
Não sei... Acho que isso também não está bom. Parece algo meio piegas. Não sei se quero que outros saibam que, às vezes, fico triste, melancólica, saudosista... (Eu tô tentando encontrar sinônimos para a palavra depressão, mas é difícil).
Melhor eu apenas me apresentar e dizer porque resolvi criar o blog. Não é uma ideia muito original, porém, nessas horas, o certo é ser honesta com meus futuros leitores. Hahaha! Eu já estou sonhando com o fato de meu blog ser lido por pessoas do país inteiro. Tô achando que meu blog vai ficar tão conhecido quanto o de Julie Powell no filme Julie & Julia (2009). No fundo, no fundo, talvez tenha essa pretensãozinha no fundo do coração.
Meu marido, toda vez que falo essas coisas, costuma dizer que vivo em um mundo maravilho. Que mal há nisso? No meu mundo maravilhoso, tudo é possível. Sou uma sonhadora bem realista. Não costumo só ficar sonhando e manter-me de braços cruzados. Minha vida pode ser perfeitamente um filme romântico e, como sou a roteirista, posso reescrever o final sempre que quiser. Vai dizer que isso não é bom?
Gosto muito de ler e ver filmes. Leio e vejo de tudo um pouco. Minhas paixões são literatura (de Llansol a Paula Pimenta) e comédias românticas. Os comentários que coloco no face geralmente despertam poucos, mas interessantes comentários. Pensei: por que não expandi-los e colocá-los em um blog? É o que pretendo fazer.
Através dele, teria a oportunidade de escrever o que penso sobre diferentes assuntos e falar um pouco de mim. Haverá algum problema nisso? Tenho certeza de que não. Será muito bom compartilhar o que penso escondida no anonimato da internet (se é que dá para ficar anônimo na rede...), oculta em um pseudônimo. Sou muito tímida. Não teria coragem de dizer o que penso sem me ocultar por detrás de uma máscara.
A ideia para o título do blog veio do meu marido (eu não queria contar isso, mas tenho de reconhecer sua autoria). Como gosto de fazer críticas de toda espécie, de livros, de filmes, de mim mesma, da vida alheia, sou "toda crítica". Espero que curtam, nem que seja um pouquinho, o meu blog. Até a próxima. Preciso ir, pois deixei um quibe no forno...
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