Por esses dias, andei lendo "A parisiense: guia de estilo de Ines de La Fressange". É uma boa leitura para quem está sem ter muito o que fazer em longa fila de banco ou esperando a hora do cabeleireiro. O design é arrojado. O livro chama atenção pelo acabamento gráfico. Mas quero deixar claro que não é uma maravilhooooosa leitura.
O melhor do livro resume-se a primeira parte, cujas dicas revelam o olhar cuidadoso e criterioso de quem entende de moda. São dicas sábias e simples para quem não entende nada do ramo como eu. Embora contenha uma série de nomenclaturas próprias da moda, mesmo quem não sabe do assunto consegue aprender algumas coisas. Um vocabulariozinho ia bem ao final do livro. O que é uma parca? Qual a diferença de casimira para outro tecido? Podem rir da minha tola ignorância... (Mãe, senti falta de você nessas horas. Você saberia perfeitamente me explicar a diferença de um tecido para outro).
Segundo La Fressange, "a parisiense segue algumas regras, mas adora transgredi-las". Ela pode até ter escrito isso em seu livro e ter tentado seguir essa máxima na composição dele, porém não alcança pleno êxito. Não vi no guia alguma dica sensacional. Senti falta de mais transgressão, já que a parisiente é tão "cheia de si". Os truques de organização presentes na terceira parte, por exemplo, não são nada inovadores. Eu, que não sei do assunto, já seguia a maioria deles. Das duas uma: ou eu tenho alma parisiense e não sei ou Ines tem alma brasileira e não sabe.
A pergunta que me ficou na cabeça ao final de minha leitura foi: qual é a cara de Paris? Por enquanto, a resposta é esta: Paris é elegância e charme, sobriedade e ousadia, transgressão e pouca autenticidade... Acho que terei de ler outros livros para retirar essa imagem de minha cabeça. Prefiro a imagem que criei ao assistir ao filme "Meia noite em Paris". New York Times já fez melhores indicações de best-sellers.
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