Aqui em casa tudo sempre foi irmanamente dividido entre mim e meu marido. Cada um tem o seu cartão de crédito/débito pessoal e sabe muito bem utilizá-lo na hora de pagar algumas despesas extras e da casa. Se vamos ao shopping, por exemplo, dividimos as contas. Sou uma mulher moderna, não gosto de ficar dependendo de ninguém. O esquema é simples. Se vamos ao cinema, ele, o meu digníssimo esposo, paga os ingressos. Em média, costumamos gastar trinta reais. Como dividimos tudo, eu pago a pipoca. Compro apenas uma para nós dois, afinal é um absurdo ter de pagar dezesste reais pelo combo de pipoca e refrigerante.
Depois do cinema, geralmente aproveitamos para fazer algumas compras. Meu marido sempre curtiu ter alguma novidade eletrônica. Dificilmente sai do shopping sem algo desse tipo. Por isso é comum ele comprar um "brinquedinho novo" antes de nós irmos ao mercado (no shopping que frequentamos, há um grande hipermercado). Confesso que nunca consegui sair de lá sem aproveitar alguma promoção do antigo Fendas.
Na última vez que saímos para fazer essas coisas, ele adquiriu um celular novo e eu fui ao mercado comprar pão integral light para a minha dieta. Como ele usou o cartão dele na compra do aparelho, eu utilizei o meu para pagar o pão de R$ 3,59. O problema é que eu, por trabalhar muito, não tempo de fazer lista de compras. Todas vez que saio do Fendas, lembro de outro item fundamental para manter meu peso dentro dos "conformes da balança" (a bendita maçã) e acabo pedindo a meu esposo para voltar lá.
Ele, p. da vida com a situação, acaba aceitando, pois sabe como meu humor melhora em tempos de dieta. Segundo ele, em vez de perguntar 359 vezes por dia se eu estou gorda, passo a fazer a pergunta umas dezenove apenas. Quando voltamos, comprei a maçã (que para meu marido agora é maldita), o peixe que ele gosta, a carne que também estava na promoção, o sabão em pó que a faxineira pedira, enfim, adquiri todos os produtos de que necessitava. É incrível como, num passe de mágica, minha memória funcione nessas horas.
Na hora do caixa, vi que tudo dera uns R$240,00. Como eu fui a última a usar o cartão, avisei logo ao meu digníssimo esposo que era hora dele pagar. Ele, sabendo de nosso acordo, pagou sem problemas. Trato é trato. Acordo é acordo. Ele só não entende o porquê de, no final do mês, o cartão dele sempre vir muito mais alto do que o meu, já que tudo é irmanamente dividido...
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