domingo, 3 de junho de 2012

Qual é a cara de Paris?

     Por esses dias, andei lendo "A parisiense: guia de estilo de Ines de La Fressange". É uma boa leitura para quem está sem ter muito o que fazer em longa fila de banco ou esperando a hora do cabeleireiro. O design é arrojado. O livro chama atenção pelo acabamento gráfico. Mas quero deixar claro que não é uma maravilhooooosa leitura.
     O melhor do livro resume-se a primeira parte, cujas dicas revelam o olhar cuidadoso e criterioso de quem entende de moda. São dicas sábias e simples para quem não entende nada do ramo como eu.  Embora contenha uma série de nomenclaturas próprias da moda, mesmo quem não sabe do assunto consegue aprender algumas coisas. Um vocabulariozinho ia bem ao final do livro. O que é uma parca? Qual a diferença de casimira para outro tecido? Podem rir da minha tola ignorância... (Mãe, senti falta de você nessas horas. Você saberia perfeitamente me explicar a diferença de um tecido para outro).
     Segundo La Fressange, "a parisiense segue algumas regras, mas adora transgredi-las".   Ela pode até ter escrito isso em seu livro e ter tentado seguir essa máxima na composição dele, porém não alcança pleno êxito. Não vi no guia alguma dica sensacional. Senti falta de mais transgressão, já que a parisiente é tão "cheia de si".  Os truques de organização presentes na terceira parte, por exemplo, não são nada inovadores. Eu, que não sei do assunto, já seguia a maioria deles. Das duas uma: ou eu tenho alma parisiense e não sei ou Ines tem alma brasileira e não sabe.
     A pergunta que me ficou na cabeça ao final de minha leitura foi: qual é a cara de Paris? Por enquanto, a resposta é esta: Paris é elegância e charme, sobriedade e ousadia, transgressão e pouca autenticidade... Acho que terei de ler outros livros para retirar essa imagem de minha cabeça. Prefiro a imagem que criei ao assistir ao filme "Meia noite em Paris". New York Times já fez melhores indicações de best-sellers.

Dividir irmanamente é o segredo...

          Aqui em casa tudo sempre foi irmanamente dividido entre mim e meu marido. Cada um tem o seu cartão de crédito/débito pessoal e sabe muito bem utilizá-lo na hora de pagar algumas despesas extras e da casa. Se vamos ao shopping, por exemplo, dividimos as contas. Sou uma mulher moderna, não gosto de ficar dependendo de ninguém. O esquema é simples. Se vamos ao cinema, ele, o meu digníssimo esposo, paga os ingressos. Em média, costumamos gastar trinta reais. Como dividimos tudo, eu pago a pipoca. Compro apenas uma para nós dois, afinal é um absurdo ter de pagar dezesste reais pelo combo de pipoca e refrigerante.
         Depois do cinema, geralmente aproveitamos para fazer algumas compras. Meu marido sempre curtiu ter alguma novidade eletrônica. Dificilmente sai do shopping sem algo desse tipo. Por isso é comum ele comprar um "brinquedinho novo" antes de nós irmos ao mercado (no shopping que frequentamos, há um grande hipermercado). Confesso que nunca consegui sair de lá sem aproveitar alguma promoção do antigo Fendas.
         Na última vez que saímos para fazer essas coisas, ele adquiriu um celular novo e eu fui ao mercado comprar pão integral light para a minha dieta. Como ele usou o cartão dele na compra do aparelho, eu utilizei o meu para pagar o pão de R$ 3,59. O problema é que eu, por trabalhar muito, não tempo de fazer lista de compras. Todas vez que saio do Fendas, lembro de outro item fundamental para manter meu peso dentro dos "conformes da balança" (a bendita maçã) e acabo pedindo a meu esposo para voltar lá.
         Ele, p. da vida com a situação, acaba aceitando, pois sabe como meu humor melhora em tempos de dieta. Segundo ele, em vez de perguntar 359 vezes por dia se eu estou gorda, passo a fazer a pergunta umas dezenove apenas. Quando voltamos, comprei a maçã (que para meu marido agora é maldita), o peixe que ele gosta, a carne que também estava na promoção, o sabão em pó que a faxineira pedira, enfim, adquiri todos os produtos de que necessitava. É incrível como, num passe de mágica, minha memória funcione nessas horas.
          Na hora do caixa, vi que tudo dera uns R$240,00. Como eu fui a última a usar o cartão, avisei logo ao meu digníssimo esposo que era hora dele pagar. Ele, sabendo de nosso acordo, pagou sem problemas. Trato é trato. Acordo é acordo. Ele só não entende o porquê de, no final do mês, o cartão dele sempre vir muito mais alto do que o meu, já que tudo é irmanamente dividido...
         

sábado, 2 de junho de 2012

Era uma vez uma Kika Borrachuda...


          Hoje me lembrei de minha adolescência. Estava voltando do Centro do Rio depois de uma reunião de trabalho. Vendo os jovens saindo das Barcas correndo em direção à UFF, pensei que gostaria de estar no lugar delas.
         Quando eu tinha essa rotina, costuma ser chamada de Kika pelos amigos. Na verdade, eu era a Kika Borrachuda. Há tempos não sou chamada dessa forma. Sinto falta da época em que isso acontecia. Não que eu sinta falta desse apelido (afinal, acho que ninguém merece ter um desses), mas das pessoas queridas que assim passaram a me chamar...
         Houve um tempo em que costumava sair com os amigos. A idade, o trabalho, o casamento, às vezes, tiram-nos um pouco dessas coisas. Hoje, já não posso contar tudo para minha mãe (como outrora fazia), muito menos tenho os poderes “elásticos” que costumava ter em meu grupo fantástico...
A vocês, Marcelo, Aline e Marcelly, pessoas que marcaram minha vida.

Uma resenha simplificada a minha maneira

"Fazendo meu filme 4: Fani em busca do final feliz"



          1ª parte (Fani): Narrativa arrastada, apresentando uma Fani mais madura.
          2ª parte (Leo): Fatos interessantes, confirmando a integridade de Leo.
          3ª parte (Fani e Leo): Narrativa clichê, apressada e totalmente romântica!
          Conclusão: Fani ainda é a insegura enquanto Leo permanece, vamos dizer, fofo.
         O título deveria ser "Leo em busca do final feliz", pois quem deu o primeiro passo e movimentou a história foi ele. Esse realmente me parece um homem de atitude.
         Para quem gosta de livros "de amorzinho" (como eu), vale a pena, ainda mais pelas estratégias literárias presentes na obra. Não é vazio de técnicas narrativas como alguns best-sellers que andam soltos por aí. (Se virem algum, prendam-no, por favor. Alguém precisa fazer um bem a humanidade vez ou outra).
        São quatro estrelinhas. No fundo, no fundo, três e meia...

Toda Crítica

         Primeira postagem... Hum... O que escrever? Contar que isso foi ideia do meu marido? Não. Ele costuma ter o ego bem inflamado. Não precisa de mais essa para ficar se gabando por aí. Talvez deva contar que estava esperando o horário da manicure enquanto lia um matéria de autoajuda. A reportagem dizia que escrever ajuda a muitas pessoas a se livrarem da depressão que pode estar a porta.
          Não sei... Acho que isso também não está bom. Parece algo meio piegas. Não sei se quero que outros saibam que, às vezes, fico triste, melancólica, saudosista... (Eu tô tentando encontrar sinônimos para a palavra depressão, mas é difícil).
          Melhor eu apenas me apresentar e dizer porque resolvi criar o blog. Não é uma ideia muito original, porém, nessas horas, o certo é ser honesta com meus futuros leitores. Hahaha! Eu já estou sonhando com o fato de meu blog ser lido por pessoas do país inteiro. Tô achando que meu blog vai ficar tão conhecido quanto o de Julie Powell no filme Julie & Julia (2009). No fundo, no fundo, talvez tenha essa pretensãozinha no fundo do coração.
          Meu marido, toda vez que falo essas coisas, costuma dizer que vivo em um mundo maravilho. Que mal há nisso? No meu mundo maravilhoso, tudo é possível. Sou uma sonhadora bem realista. Não costumo só ficar sonhando e manter-me de braços cruzados. Minha vida pode ser perfeitamente um filme romântico e, como sou a roteirista, posso reescrever o final sempre que quiser. Vai dizer que isso não é bom?
          Gosto muito de ler e ver filmes. Leio e vejo de tudo um pouco. Minhas paixões são literatura (de Llansol a Paula Pimenta) e comédias românticas. Os comentários que coloco no face geralmente despertam poucos, mas interessantes comentários. Pensei: por que não expandi-los e colocá-los em um blog? É o que pretendo fazer.
          Através dele, teria a oportunidade de escrever o que penso sobre diferentes assuntos e falar um pouco de mim. Haverá algum problema nisso? Tenho certeza de que não. Será muito bom compartilhar o que penso escondida no anonimato da internet (se é que dá para ficar anônimo na rede...), oculta em um pseudônimo. Sou muito tímida. Não teria coragem de dizer o que penso sem me ocultar por detrás de uma máscara.
          A ideia para o título do blog veio do meu marido (eu não queria contar isso, mas tenho de reconhecer sua autoria). Como gosto de fazer críticas de toda espécie, de livros, de filmes, de mim mesma, da vida alheia, sou "toda crítica". Espero que curtam, nem que seja um pouquinho, o meu blog. Até a próxima. Preciso ir, pois deixei um quibe no forno...