terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Essa semana, pude refletir um pouco sobre meu trabalho enquanto educadora a partir do abraço e da agradável companhia de ex-alunos. Mal sabiam eles que seus gestos virariam este texto despretensioso, muito menos que eu precisava do abraço dado e do bom encontro. Mal sabiam que o orgulho que sinto de suas trajetórias fez-me perceber que, de alguma forma, pude contribuir para a formação deles. Eles não sabiam que nosso simples contato levou-me realmente a entender que, numa aula, importa mais o material humano que quaisquer conteúdos ensinados.
Por isso preciso contar-lhes da admiração que tenho por eles, confidenciar-lhes que foi a afeição e troca que constituíram nossa “linhagem de saber”. A todos preciso dizer que nenhuma metodologia de ensino formará linhagens se não existir afetos nas relações. A experiência dos últimos dias mostrou-me isso. Ela também me fez entender que sou humana como meus alunos, e, logo, sujeita a erros (mesmo quando tento acertar) e carências. Assim como eles, também espero a sinceridade de um sorriso, sinal de receptividade que me impulsiona a dar o melhor de mim.
Vejo – finalmente vejo – que é a felicidade da troca que me motiva a ser melhor, é a felicidade do encontro – fora ou dentro do âmbito escolar – que reafirma em mim a escolha profissional feita anos atrás e o desejo de ser linhagem, tecer redes de conhecimento. Obrigada pelo abraço de sexta e pela companhia de sábado.
Joanna é uma uma menina muito faceira. Não é que a danadinha me chamou de "filha"?! Cadê "mamãe"? Ah! Joanna deixe de travessura... diga aquela palavra que quero ouvir...

Quadrinha para as vovós


Queria papinha amassadinha,
mas mamãe não quer me dar.
Ela diz que já tenho dentes
Ah, vovó, vem aqui me ajudar!

Quadrinha para os vovôs


Sei que sou muito sapeca
E que fica bravo quando mexo na TV
Faço isso porque o amo
porque adoro implicar com você.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Seus cabelos

Meus dedos passeiam em seus cachos
Sentem a maciez de suas ondas
Deixam-se prender por seus anéis
E repousam delicadamente em suas vagas.

Sim, são cabelos de anjo
Penso eu
Como é possível, filha,
Tê-los mais claros que o meu?
Papai dirá que é por conta
da família, que aos dele são iguais
Mas eu direi que não
direi que são como os de mamãe, 
que gosta de vê-los soltos, naturais.

Ah! Joanna...
Ainda me pego a admirando
Tentando captar cada detalhe seu.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O repertório da Joanna

O repertório de palavras de Joanna está se ampliando. Já são 12 palavras: mamã, papa (para papai), aleluia,Tataia (para Nathalia), vovó, mamão, água, bruaca, quer, Dollynho (do comercial no SBT), quero ver e Joanna, que falou hoje pela primeira vez. Está ficando danadinha.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Seus olhos

Se me perguntar qual a cor de seus olhos, Joanna, não sei ao certo o que dizer. Ao acordar, bem cedo pela manhã, seus olhos são a cor de mel e adquirem um leve contorno esverdeado, perceptível apenas por algumas almas atentas, com o passar da manhã. Às vezes, tornam-se acinzentados, quase azulados, quando os raios de sol incidem sobre eles em tarde de verão. À noite, são de um castanho intenso e trazem consigo o brilho do luar.

Se me perguntar como são seus olhos, Joanna, não sei ao certo o que dizer. Sei apenas que gosto de olhar para eles e ver que são olhos ansiosos de quem tem muito a aprender e que trazem consigo o reflexo vivido próprio das descobertas. São olhos de meigos encantos e doces sorrisos. Sei que gosto de por eles deixar-me perder  até neles me achar.