terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Essa semana, pude refletir um pouco sobre meu trabalho enquanto educadora a partir do abraço e da agradável companhia de ex-alunos. Mal sabiam eles que seus gestos virariam este texto despretensioso, muito menos que eu precisava do abraço dado e do bom encontro. Mal sabiam que o orgulho que sinto de suas trajetórias fez-me perceber que, de alguma forma, pude contribuir para a formação deles. Eles não sabiam que nosso simples contato levou-me realmente a entender que, numa aula, importa mais o material humano que quaisquer conteúdos ensinados.
Por isso preciso contar-lhes da admiração que tenho por eles, confidenciar-lhes que foi a afeição e troca que constituíram nossa “linhagem de saber”. A todos preciso dizer que nenhuma metodologia de ensino formará linhagens se não existir afetos nas relações. A experiência dos últimos dias mostrou-me isso. Ela também me fez entender que sou humana como meus alunos, e, logo, sujeita a erros (mesmo quando tento acertar) e carências. Assim como eles, também espero a sinceridade de um sorriso, sinal de receptividade que me impulsiona a dar o melhor de mim.
Vejo – finalmente vejo – que é a felicidade da troca que me motiva a ser melhor, é a felicidade do encontro – fora ou dentro do âmbito escolar – que reafirma em mim a escolha profissional feita anos atrás e o desejo de ser linhagem, tecer redes de conhecimento. Obrigada pelo abraço de sexta e pela companhia de sábado.

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