sábado, 28 de dezembro de 2013

A culpa é das estrelas

http://www.livrosebolinhos.com/2013/08/resenha-a-culpa-e-das-estrelas/

O jantar, de Herman Koch.

Do escritor holandês Herman Koch, o romance (ou seria uma novela?) “O jantar” surpreende o leitor com sua intrigante narrativa psicológica. Ambientado em Amisterdã, o enredo traz dois casais que se encontram para tratar civilizadamente de um assunto que pode mudar o rumo de suas vidas. Paul e Claire são convidados por Serge, político carismático e candidato ao cargo de primeiro-ministro holandês, e Babette para jantar em um conhecido restaurante da região. O tema da conversa – o que fazer diante da atitude bárbara dos filhos? – não é nada palatável e contrasta com certo requinte do lugar.
Em um primeiro momento, a narrativa um pouco arrastada prepara terreno para o prato principal. Através de Paul e de pequenos comentários aparentemente sem importância – “Claire é mais inteligente que eu” – o leitor consegue delinear o perfil psicológico de cada personagem, surpreender-se com rumo da conversa e antever que ela não terminará nada bem.
Longe ser apenas mais um thriller psicológico, “O jantar”, ao trazer na medida certa técnicas narrativas conhecidas, como o flashback, para revelar pouco a pouco o que tanto afligia os casais, atrai a atenção pelo sutil suspense que apresenta. É interessante acompanhar esse discreto suspense transformar-se em grande tensão à medida que olhares são trocados, segredos são desvelados e o momento da sobremesa aproxima-se para revelar o lado mais obscuro dos seres humanos.
Apesar de o final poder ser considerado previsível para alguns, a leitura do livro de Koch é extremamente válida, pois o que mais importa nesse livro não é necessariamente o desfecho do enredo, porém o modo pelo qual ele é conduzido e as inúmeras reflexões suscitadas, já que “O jantar” diz respeito a uma série assuntos: família, violência, jogos políticos, preconceito, derrota, aparência e (in)felicidade. São cinco estrelinhas.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O que dizer do primeiro fio de cabelo branco?

O que dizer do primeiro fio de cabelo branco?
Que Joanna, minha filha de apenas 2 meses, já está dando trabalho. Não, não. É anjo calmo demais para isso.
Que o dia foi longo e demasiado cansativo. Não, não. A rotina é a mesma e não seria motivo demais para isso.
Que estou ficando velha e os anos já se fazem pesar. Não, não. Ainda sou jovem demais para isso.
Que dizer então? Ah!... O tempo passa demais para perdê-lo com isso.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Diário de bordo V - Os desejos da gravidez

http://recriacao.com.br/pop/paisgravidos
     Quem disse que ficou com vontade de comer coisas absurdas durante a gravidez deve estar exagerando. Eu, por exemplo, não sinto aqueles desejos imensos que fazem o coitado do marido sair pela madrugada chuvosa atrás de churros recheado de pepino. No máximo, tenho uma vontade um pouco maior por doces. É esse anseio que me fez comer mousse de maracujá com rabanada no Natal. Acham isso estranho? Eu, nem um pouco.
     Para falar a verdade, eu tenho estranhado as atitudes suspeitas de meu esposo. Desde que me descobri grávida, ele tem acordado à noite para assaltar a geladeira (ação que nunca cometeu eu seus 34 anos de vida). Além disso, tem comido alimentos, para ele, inimagináveis: chester e carne-moída. Vocês podem estar achando que não há nada de mais nisso, mas preciso revelar que o papai do meu bebê é vegetariano, ele não come carne de nenhuma espécie.
     Sábado passado, estava eu em casa pesquisando sobre filhos (as minhas férias estão restritas a isso por causa da obra na casa para ajeitar tudo para a chegada do bebê) quando resolvi ligar para o papai do ano e perguntar se ele gostaria de ir ao shopping comigo (outra coisa que ele simplesmente detesta fazer). A fala foi:
     - Que bom que ligou! Vamos sim, porque estou com uma vontade de comer no subway. Agora mesmo tinha acabado de comentar com Rony que estava com esse desejo.
     Fiquei pensando:
     - Afinal, quem está grávida na casa?
     É... Acho que os papais devem sentir desejos tanto quanto as mamães. Preciso ir agora. Meu marido disse que sentiu cheiro de pipoca doce e chamou-me para ir ao cinema e comê-las.

Teoria Geral do Conhecimento: José Eduardo Agualusa

"Luanda, 1975, véspera da Independência. Uma mulher portuguesa, aterrorizada com a evolução dos acontecimentos, ergue uma parede separando o seu apartamento do restante edifício - do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobreviverá a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer. Teoria Geral do Esquecimento é um romance sobre o medo do outro, o absurdo do racismo e da xenofobia, sobre o amor e a redenção." 

http://www.wook.pt/ficha/teoria-geral-do-esquecimento/a/id/12940450

É simplesmente um romance sobre medo, medo e vergonha. 

Novelas e músicas a serem resenhadas

Novelas:
- Carrossel
- Vovô e eu
- Alcançar uma estrela
- A viagem
- Vamp
- Corpo dourado
- Tieta
- O amor está no ar
- Ti ti ti

Músicas:
- Escrito nas estrelas
- Como uma deusa
- Quatro semanas de amor
- Trem da alegria (grupo)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Diário de bordo IV - Os chutes do bebê

   Meu bebê já é bem peralta e parece ser bem apressadinho. Contrariando todos os artigos que li sobre o desenvolvimento dos bebês, comecei a sentir meu neném mexer por volta de 15 semanas. Segundo os artigos, uma mãe de segunda viagem começa a sentir os movimentos com 18 semanas. Eu sou de primeira e tive o privilégio de senti-lo precocemente.
   A questão é que (como é normal) os movimentos estão ficando mais intensos e o papai tem estado ansioso para sentir as pancadinhas de nosso bebê. Não é que toda vez que nosso filhinho mexe e chamo o papai para colocar a mão em minha barriga, ele para de mexer? É automático. Chute daqui, chute acolá e basta o pai colocar a mão na barriga desta mamãe aqui que tudo para.
   Para o pai, sentir o bebê se mexer virou questão de honra, por isso ontem, tomou uma decisão:
   - Vou passar a noite com a mão em sua barriga. Quero ver se a danadinha não vai mexer nem um pouquinho para mim. Já vi que será implicante e geniosa como a mamãe...
   Alguns minutos se passaram (para o futuro papai era uma eternidade) e nosso bebê finalmente atendeu aos apelos do pai. Foi um chute meio de escanteio, bem na lateral de minha barriga. Depois dessa, só ouvi o comentário antes de pegar no sono:
   - Aaaaaaah! Viu como nosso bebezinho gosta do papai aqui? Vai ser paciente e tranquilo como eu...
   - Hum... Paciente... Sei...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Diário de bordo III

Que nome darei ao meu bebê? Sempre tive um nome em mente, mas este infelizmente não poderá ser utilizado...